Portugal investiga suspeita de tráfico de adolescentes da América do Sul para jogar futebol no país

 



O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) de Portugal está investigando uma denúncia de tráfico humano envolvendo cerca de 40 adolescentes da América do Sul e do Oriente Médio. Eles teriam sido aliciados a jogar futebol em Portugal com a promessa de treinamento profissional e possibilidade de assinatura de contratos com times renomados. Os menores estariam vivendo em Portugal sem autorização dos pais ou responsáveis. O SEF realizou buscas na Bsports Academy, escola de futebol localizada em Riba d’Ave, na cidade de Vila Nova de Famalicão.


A casa do presidente da Assembleia Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Mário Costa, também foi alvo de buscas. De acordo com o jornal português Expresso, que revelou a operação, Mário Costa é um dos suspeitos na investigação conduzida pelo Ministério Público português.

Em nota enviada à imprensa, o SEF diz que "não pode, para já, adiantar qualquer outro tipo de informação, dado que o processo se encontra em segredo de justiça. A seu tempo, serão divulgados mais detalhes".

Em comunicado, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional diz ter sido "surpreendida" pelas notícias envolvendo o nome de Mário Costa e que "está a acompanhar a evolução das diligências, aguardando por mais dados — respeitando sempre o princípio da presunção de inocência e defendendo também de forma intransigente os princípios de ética e transparência da instituição — para uma avaliação mais concreta da situação".

O dirigente, em nota à imprensa, diz que colabora com as autoridades e nega envolvimento.


"Aguardo serenamente o desenrolar das investigações certo e confiante de que se apurará a verdade dos factos que revelará que nenhum ilícito criminal foi pratica 
do".


A escola Bsports também garante que coopera com as autoridades e que está "confiante de que se apurará a verdade dos factos [sic], que revelará que nenhum ilícito criminal foi praticado pelos seus representantes ou colaboradores e que só por engano ou denúncia caluniosa alguém poderá ter pensado o contrário", lê-se no comunicado.

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